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| Celebridades e políticos são os que mais contratam ghostwriters. Imagem: Rafael Coffee |
Em 40 anos de carreira, ele já escreveu 80 livros e vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo. Além disso, por 12 vezes marcou presença nas listas britânicas de livros mais vendidos. Com esses números, Andrew Crofs tinha tudo para ser uma celebridade. Claro, se não fosse um ghostwriter.
O escritor inglês não é o único. O grande público ficaria surpreso se investigasse a fundo o processo de produção dos Best Sellers. Afinal, muitos dos livros em destaque nas livrarias não foram escritos pelos autores cujos nomes estampas as capas.
Por aí, circulam informações de que até mesmo John F. Kennedy, Hillary Clinton e George Lucas são alguns dos famosos que já contrataram esse tipo de profissional.
Mas, afinal, o que é um ghostwriter?
Ghostwriter, ou escritor-fantasma, em português, é o profissional especializado em prestar serviços de redação àqueles que desejam publicar suas ideias, mas não têm tempo ou habilidade para a escrita.
Como o próprio nome sugere, o ghostwriter, após escrever o livro, “desaparece”, deixando o prestígio e os direitos autorais para quem o contratou.
Os ghostwriters são na maioria das vezes procurados para escrever memórias ou biografias. No entanto, também é possível contar com esses profissionais para a redação de romances, artigos e outros gêneros.
Com o surgimento de empresas de produção de conteúdo para internet, muitos redatores têm assumido as características de um ghostwriter.
Ao aceitar esse tipo de trabalho, o redator freelancer muitas vezes precisa ceder o direito sobre o texto para a empresa contratante, e abre mão de ter seu nome publicado junto ao material.
O que é preciso para ser um ghostwriter?
Grande parte do trabalho de um ghostwriter é anterior à escrita. Afinal, para escrever qualquer assunto com propriedade, é preciso fazer muita pesquisa e realizar entrevistas com autoridades da área.
Também pode ser necessário manter contato com pessoas do círculo social do contratante, no caso de livros de memórias e biografias.
Se você tem interesse em ser um ghostwriter também deve se perguntar se está pronto para não ser reconhecido.
Algumas vezes, as páginas de agradecimento fazem pequena menção ao ghostwriter, com dizeres como “escrito com” ou “contado por”. Mas o escritor precisa estar ciente de que geralmente isso não acontece. Você toparia?
E se eu quiser contratar um ghostwriter?
Se escrever não é sua praia e ainda assim você sente que tem coisas a dizer aos outros, talvez seja a hora de procurar um ghostwriter.
Antes de contratar um profissional, marque uma entrevista, para explicar com detalhes tudo que deseja expor no texto. Você deve informar ao ghostwriter quais serão as fontes de pesquisa a serem utilizadas, se será necessário entrevistar fontes e qual será o cronograma de entrega dos capítulos.
Esse momento também é muito importante para você perceber se há sintonia e se você se sente seguro para fornecer todas as informações necessárias para a execução do trabalho. Lembre-se de que, em muitos casos, o ghostwriter pode fazer parte da sua rotina por um tempo e ficar por dentro de detalhes de sua vida particular.
Gostou de saber mais sobre o ofício do ghostwriter? Se você pensa em contratar esse profisisional, não deixe de entrar em contato com a Vírgula – assessoria textual. Aposto que você tem muita coisa para contar!
Se já tiver escrito seu material, não deixe de ler o post sobre o que faz um revisor de textos.
Até a próxima!

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